Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

30/09/2013

Super-Heróis DC Comics #12 - Arqueiro Verde: Os Caçadores











Mike Grell (argumento)
Neal Adams (desenho)
Levoir/Público
Portugal, 26 de Setembro de 2013
170 x 260 mm, 160 p., cor, cartonada
8,90 €


Curiosamente, regresso à colecção Super-Heróis DC Comics que o jornal Público e a Levoir estão a disponibilizar semanalmente, com novo volume protagonizado pelo Arqueiro Verde, depois do incontornável “LanternaVerde/Arqueiro Verde: Inocência Perdida”, algo que não foi premeditado, mas que aconteceu naturalmente, pela qualidade dos dois relatos e, em especial, pela surpresa agradável que este, nas bancas até à próxima quinta-feira, constituiu para mim.


Antes da leitura do texto que se segue  aconselho a introdução (bem) escrita pelo JoãoMiguel Lameiras, que me vou abster de repetir, querendo apenas frisar dois aspectos: a mini-série aqui compilada, datada de 1987, marca um recomeço para o Arqueiro Verde e fica marcada pela ausência da faceta super-heróica, aproximando mais o encapuzado esmeralda do conceito de detective/justiceiro, tal como acontece na série televisiva “Arrow”, actualmente em exibição – aos domingos – na RTP 1.

Dito isto, entremos então nesta obra de Mike Grell - que os leitores do Mundo de Aventuras recordarão como autor de “Warlord” - marcada por por um grafismo que, se surge algo datado, se destaca pelo equilíbrio contrastante combinação entre o desenho mais tradicional e vinhetas com aplicação de cor directa, geralmente muito bem conseguidas e que marcam momentos fundamentais da narrativa. No traço de Grell é justo destacar também o seu (quase sempre) bom desempenho ao nível dos rostos, extremamente realistas e expressivos.
Numa história de tom negro e pessimista, em que o Arqueiro Verde e a Canário Negro, recém-chegados a Seatle, têm que lidar, cada um por seu lado, com um serial killer que escolhe prostitutas como alvo, uma série de assassinatos cometidos com flechas e com traficantes de droga, não surpreende que o nível de violência dispare, embora seja surpreendente, isso sim, a forma crua como ele é mostrada (bem como algumas cenas menos despudoradas), se tomarmos em conta que estamos a falar de um comic de super-heróis norte-americano.
A tudo isto há que acrescentar uma história de uma vingança antiga, num conjunto que se vai desenrolando a um ritmo premeditadamente lento, que permite aos leitores percepcionarem as emoções e sentimentos que vão perpassando pelos protagonistas, descobrindo ao mesmo tempo que eles os contornos mais abrangentes da situação que estão a enfrentar.
Grell, enquanto narrador, desenvolve assi um relato forte, consistente, cativante e centrado em questões (que continuam) actuais, combinando cenas de maior dinamismo – com alguns pontos altos bem conseguidos – com as cenas em que aprofunda o lado humano dos seus heróis, o que contribui para um grande equilíbrio narrativo e para a credibilização de um relato que francamente aconselho.

Eles vêm aí! (VIII)


Eles vêm aí!
E é já depois de amanhã, a 2 de Outubro, que chegam às bancas, quiosques e demais pontos de venda portugueses os Ultra-Heróis, numa longa aventura que tem início na Comix #44, cuja capa este grupo de super-heróis da Disney protagoniza.
Ao longo das duas últimas semanas, foram sendo introduzidos, a todos aqueles que frequentam os muitos blogs de BD existentes na blogosfera nacional, os componentes do grupo – Superpato, Superpateta, Superpata, Morcego Vermelho, Esquálidus – que não apresentavam grandes novidades, pois já eram conhecidos dos leitores de BD Disney mas, hoje, surge a primeira grande surpresa dos Ultra-Heróis.
Trata-se do (trevo de?) Quatro Folhas, pelo que não será muito difícil adivinhar qual é a verdadeira identidade do super-herói mais sortudo do mundo: Gastão.



E, claro que o seu superpoder é a sua super-sorte que, como Ultra-herói, usa da melhor forma em defesa do bem, ao mesmo tempo que faz uso de alguns golpes surpreendentes quando lança as suas folhas de trevo.

28/09/2013

Selos & Quadradinhos (103)

Stamps & Comics / Timbres & BD (103)


Tema/subject/sujet:
100 anos da Polícia Judiciária de Paris / 100 years of the Judicial Police of Paris / 100 ans de la Polices Judiciaire de Paris

País/country/pays:
França / France

Autor/author/auteur:
Jacques de Loustal

Data de Emissão/Date of issue/date d'émission:
13/09/2013

27/09/2013

Chlorophylle – Intégrale #3









Raymond Macherot
Le Lombard
Bélgica, 5 de Abril de 2013
222 x 295 mm, 208 p., cor, cartonado
25,50 €


Resumo
Terceiro e último tomo da reedição integral das aventuras de Chlorophylle criadas pelo genial Raymond Macherot, este volume compila La revanche d'Anthracite, Chlorophylle joue et gagne, Le furet gastronome, Chlorophylle à la rescousse e Le klaxon de vérité.
Inclui igualmente um dossier sobre o período em que as obras foram criadas e exemplos de rubricas que Macherot assinou como La petite jungle du Vallon fleuri, Pipelette e En promenade avec le Père Matthieu.

Desenvolvimento
O que mais me surpreendeu neste volume, em que o pérfido Antracythe faz o seu regresso, foi o aspecto mais humano de Chlorophylle, Minimum e os seus amigos – vestidos e tudo! – marcando dessa forma Macherot a mudança de tom da banda desenhada, menorizando o tom bucólico e aventuroso dos relatos iniciais, para a transformar numa sátira – mordaz mas triste - da sociedade humana, com a violência inerente que daí resulta a contrastar com o aspecto simpático e inofensivo dos intervenientes
Por isso, sem dificuldade, se descobrem várias referências aos nazis e aos seus métodos e à resistência francófona nos primeiros relatos ou se descobre, com surpresa, a transposição dos gangues parisienses da década de 1960 para as páginas de Le furet gastronome, uma excelente banda desenhada, seja qual for o contexto em que se pretenda analisá-la.
Terá sido esse avanço para um certo realismo, aliás, uma das principais razões para Macherot abandonar Chlorophylle – devido às pressões que a revista Tintin exercia sobre uma série que pretendia mais infantil e inócua – e a juntar-se à concorrência (leia-se Spirou) para um regresso aos seus temas originais, em Sibylline. 


Eles vêm aí! (VII) - Passatempo


Eles vêm aí! É já na próxima quarta-feira que chegam os Ultra-Heróis, na Comix #44 que os apresenta logo na capa.
Como todos os supergrupos, também este, criado no interior do universo Disney, tem um líder: Esquálidus, o homem do futuro que é o cérebro por detrás da equipa de super-heróis.
Uma das mais originais criações Disney, elabora os melhores planos e põe toda a sua sabedoria e tecnologia à disposição das necessidades dos Ultra-Heróis. É também dele a mansão que serve de quartel-general à equipa.

E como o exemplar da Comix #44 que tenho para oferecer hoje é o último que a Goody disponibilizou aos frequentadores de As Leituras do Pedro, quero que me digam, no espaço de comentários abaixo,

Quais as edições especiais de BD Disney - ou seja, com excepção da Comix e da Hiper - que a Goody já editou?

Como tem sido norma ao longo dos últimos dias, o primeiro a responder correctamente receberá a Comix #44 em sua casa – tem que ser um endereço português - quando ela chegar às bancas.

Boa sorte!

26/09/2013

Caroline Baldwin #1: Moon River












André Taymans
NetCom2 Editorial
Portugal, Julho de 2013
220 x 290 mm, 48 p., cor, cartonado
11,95 €


Regresso a Caroline Baldwin e a Moon River, o álbum de estreia desta heroína franco-belga que é menos vulgar do que as primeiras impressões podem fazer crer.
Na verdade, quando chamei a atenção para o livro pela profusão de sequências mudas que existem no relato, estava longe de saber a surpresa – boa – que a NetCom 2 ia fazer aos leitores portugueses, numa infidelidade ao registo histórico com que se apresentou, que pessoalmente saúdo, sem que isso retire méritos a propostas como Keos ou A Última Profecia.
Diga-se, no entanto, que as citadas sequências mudas, que convidam o leitor a demorar-se nas cenas e a tentar entrar na mente das personagens para perceber o que elas sentem, apesar de sóbrias e geralmente mais introspectivas, não impedem esta narrativa policial de apresentar também cenas de acção que, curiosamente, acabam por ter menos impacto.
Na origem da primeira investigação de Baldwin, está o desaparecimento voluntário de um ex-astronauta que se tornou imagem de marca de uma companhia aeronáutica, inviabilizando com o seu desaparecimento a assinatura de um contrato fundamental para a empresa.
Vários interessados em encontrá-lo – por motivos diferentes…. - as relações raramente pacíficas de Baldwin com o outro sexo e uma velha história de amor – que continua viva… -  são os condimentos desta narrativa que, apesar de um ou outro equívoco ou cliché, se apresenta capaz de seduzir o leitor.
Contribui para isso o carácter forte e as escolhas, ousadas e nem sempre convencionais, de Caroline Baldwin, uma detective privada que vive ao ritmo das paixões que tão depressa encontra como abandona – com as consequências que conheceremos mais para a frente… Este aspecto marca desde logo a diferença entre esta criação de Taymans e os tradicionais heróis franco-belgas dos quadradinhos, pois, apesar de heroína, Baldwin sofre mais que um revés antes de chegar ao final que está longe de ser feliz ou sequer positivo para ela, num conjunto que ostenta um bom trabalho ao nível das cores, lisas e geralmente fortes, e um traço linha clara que já me seduz mas que vai melhorar ao longo dos próximos volumes.


Eles vêm aí! (VI)

  
Eles vêm aí! Os Ultra-heróis estão quase a chegar!
Mas, enquanto esperamos pela distribuição nas bancas e quiosques da Comix #44, o que acontecerá no próximo dia 2 de Outubro, vamos conhecer mais um dos componentes deste super-grupo da Disney.

Trata-se do Morcego Vermelho, que é na verdade o Peninha, nascido nas páginas brasileiras da Disney. Personagem improvável para um super-herói, faz-nos lembrar o Batman nos seus… piores dias. Quem o ajuda com os seus gadgets é o Professor Pardal, o que nem sempre corre bem. O seu esconderijo secreto é o Beco do Morcego, onde habita a… lata-de-lixo morcego!

Hoje não há passatempo, ficando para amanhã o último exemplar da Comix #44 que As Leituras do Pedro em parceria com a Goody têm para oferecer.

25/09/2013

Leituras rápidas: J. Kendall #99







Aventuras de uma criminóloga
O jardim dos horrores
Giancarlo Berardi e Lorenzo Calza (argumento)
Ernesto Michalazzo (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Fevereiro de 2013)
135 x 178 mm, 132 p., pb, brochado, mensal
R$ 9,90 / 4,50 €


A principal surpresa desta edição, é a forma como Berardi (de novo com Lorenzo Calza) renova a narrativa, que parte de histórias aparentemente paralelas mas que acabarão por convergir para um ponto (final) comum, sem abandonar o cânone tradicional da série, através da (surpreendente) transferência de protagonismo de Julia – mesmo assim determinante no desenrolar da acção – para a sua avó.
Para além disto, a par dos fait-divers do quotidiano de alguns dos protagonistas, que compõem e ajudam a dar consistência ao micro-universo em que estas historias policiais se desenrolam, continua a traçar retratos credíveis da sociedade humana, umas vezes ternos, outras incómodos, outras ainda horrendos, mostrando que a vivência nem sempre é fruto das experiências passadas, em função da força de carácter de cada um.

Esta edição, actualmente disponível nas bancas portuguesas, fica também marcada pelo facto de nela alguém viver uma das mais pavorosas experiências a que um ser humano pode ser sujeito: ser enterrado vivo…

Eles vêm aí! (V) – Passatempo


Eles vêm aí! Eles estão a chegar!
E, na verdade, falta apenas uma semana para os Ultra-Heróis chegarem a Portugal, nas páginas da Comix #44 – revista em que terminará a saga Mágicos de Mickey.
Hoje, depois do Superpato e do Superpateta, cabe a vez de ser apresentada a única integrante feminina deste super-grupo, a Superpata.

É uma super-heroína que esconde a identidade da Margarida, que surgiu para rivalizar com o Superpato e para mostrar ao mundo que as patas nunca ficarão para trás no que diz respeito à defesa da cidade de Patópolis. Girl Power!

E, como é uma pata que está em destaque hoje, As Leituras do Pedro em parceria com a Goody vão oferecer um exemplar da Comix #44 ao primeiro que escrever nos comentários deste texto:

O nome de 10 (dez) heroínas da BD Disney.

O primeiro a responder correctamente receberá a Comix #44 em sua casa – tem que ser um endereço português - quando ela chegar às bancas.
Boa sorte!


24/09/2013

Eles vêm aí! (IV)


Eles vêm aí! Eles estão a chegar!
São os Ultra-Heróis, como já todos sabem, que serão os convidados de honra da Comix #44, onde termina a saga dos Mágicos de Mickey e começa uma super-aventura Disney, também em capítulos.
Depois de ontem ter mostrado o Superpato, hoje cabe a vez ao Superpateta, que originalmente tinha esta aparência.


Alter-ego do Pateta, tem superpoderes muito parecidos com os do Super-Homem, que se manifestam quando come um super-amendoim, que nasce no seu quintal. Como o seu efeito é limitado, o Superpateta tem que andar sempre com vários amendoins dentro do seu chapéu, o que por vezes é fonte de inesperados problemas! 

Ao contrário do que tem acontecido nos textos desta série, hoje não há nenhuma Comix #44 para oferecer, mas não desesperem, pois amanhã, o super-herói de serviço trará uma oferta para os frequentadores de As Leituras do Pedro!

Meio século de Avengers











Quando um problema ou uma ameaça é demasiado grande para ser resolvido por um único super-herói, a solução é simples: cria-se um supergrupo. Dessa forma, há 50 anos a Marvel dava origem aos Avengers (ou Vingadores), “os mais poderosos heróis da Terra”.

A ideia nem era original. Três anos antes, a DC Comics reunira as suas figuras mais populares – Superman, Batman, Mulher Maravilha, Flash, Green Lantern… - na Liga da Justiça da América, que se tornou um imenso sucesso. Por isso, Martin Goodman, editor da Marvel, pediu a Stan Lee que fizesse algo semelhante. Só que havia um problema: a falta de super-heróis populares na editora, que publicava maioritariamente comics de terror e suspense.
A criação do Quarteto Fantástico, em 1961, foi uma primeira resposta de Lee mas, só dois anos depois, após a criação de Hulk, Homem de Ferro ou Thor é que o supergrupo ganhou forma, sendo “Avengers” #1 posto à venda em Setembro de 1963, com argumento de Lee e arte de Jack Kirby.
Na história original um plano do vilão Loki obrigava o Homem de Ferro, Thor, Homem-Formiga, Vespa e Hulk a unirem esforços e poderes para o derrotar. O enredo desta e das histórias que se seguiram davam enfâse também aos constantes choques entre os vários super-heróis devido ao convívio próximo de seres com grandes egos e à forma como cada um lidava com os seus problemas pessoais, então a imagem de marca da Marvel.
Logo no segundo número da revista, Hulk abandonava o grupo para se unir a Namor, o príncipe submarino, e o inevitável confronto entre eles e os Vingadores levaria estes a descobrirem o Capitão América, desaparecido anos antes, em plena Segunda Guerra Mundial, preso nos gelos do Ártico. A sua entrada provocou um aumento sensível nas vendas da revista e em breve o Capitão tornou-se o líder dos Vingadores.
Kirby deixou a revista ao fim de 8 números, sendo substituído por Don Heck, primeiro, e, depois, por John Buscema. Quanto a Lee escreveu as histórias dos primeiros 35 números, deixando depois a tarefa a Roy Thomas, um dos grandes argumentistas de super-heróis.
Nos anos 70, Neal Adams, George Pérez, Jim Shooter ou John Byrne, foram nomes em destaque à frente dos destinos dos Vingadores, fazendo desta década uma das mais apreciadas pelos fãs.
Nos anos seguintes, a formação dos Vingadores continuou a sofrer alterações sucessivas, consoante os autores responsáveis pela sua criação, enquanto enfrentavam vilões, crises e mortes que marcaram as várias épocas, tendo por ela passado igualmente o Visão, Pantera Negra, Mulher-Hulk, Namor ou mesmo Reed e Sue Richards (do Quarteto Fantástico) ou o Homem-Aranha.
Os Vingadores chegaram a governar o planeta sob mandato da ONU, mas acabaram por ser banidos, decidindo auto-extinguir-se durante a saga “A Queda”, da autoria de Michael Bendis e David Finch. Mas, como no universo Marvel nada é duradouro, regressariam rapidamente pela mão dos mesmos autores, agora como Novos Vingadores, numa fase interessante, com uma nova formação que integrava o Capitão América, Homem de Ferro, Homem-Aranha,  Mulher-Aranha, Luke Cage, Sentinela e Demolidor, embora este último rapidamente fosse substituído por Wolverine..
Quanto ao filme “Avengers” (2012), fazendo a ponte com as histórias a solo que o grande ecrã tem contado, elegeu como seus integrantes o Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Gavião Arqueiro, Hulk e Viúva Negra.
O sucesso do filme, levou a que de imediato se começasse a preparar uma sequela, cujo título já é conhecido: “The Avengers: Age of Ultron”. A trama acompanha uma fase recente da BD e, como o título indica, os Vingadores terão de enfrentar o robot Ultron, que apareceu pela primeira vez em 1968.
Os Vingadores 2, que tem estreia prevista para Maio de 2015, tal como o primeiro filme, será dirigido por Joss Whedon, que também assina o argumento.
No elenco, deverão estar Robert Downey Jr. (Homem de Ferro), Chris Evans (Capitão América), Chris Hemsworth (Thor), Scarlett Johansson (Viúva Negra), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Samuel L. Jackson (Nick Fury) e Mark Ruffalo (Hulk).
De notar a ausência do Homem-Formiga – compensada pelas entradas da Feiticeira Escarlate e de Mercúrio – pois este deverá protagonizar um filme a solo a estrear posteriormente.
Agora, para assinalar os 50 anos dos Vingadores, o comic-book Uncanny Avengers #19, à venda este mês nos Estados Unidos, terá cinco capas variantes, todas desenhadas por John Cassaday, que evocarão as principais formações dos Vingadores em cada uma das suas cinco décadas de existência. 

(Versão revista do texto publicado no Jornal de Notícias de 2 de Setembro de 2013)

23/09/2013

Valérian et Laureline #22: Souvenirs de Futurs










Christin (argumento)
Mezières (desenho)
Dargaud
França, 20 de Setenbro de 2013
225 x 295 mm, 48 p., cor, cartonado
11,99 €


Há uma velha máxima que diz que os heróis nunca morrem.
No que diz respeito aos quadradinhos, isto pode ser verdade a diversos níveis.
De um ponto de vista comercial, quando são um bom negócio o que leva as editoras – geralmente detentoras dos seus direitos – a explorá-los ao máximo e a tirar deles todo o rendimento possível, como acontece com a Marvel, DC Comics, Disney, Bonelli ou – com alguns cambiantes – Maurício de Sousa.
De um ponto de vista autoral, quando são obra de um único autor que a eles dedica uma vida, marcando sucessivos encontros com os seus apreciadores e fãs, e cito de rajada, sem pensar, os Peanuts, Príncipe Valente ou Tintin.
De um ponto de vista emocional, quando os leitores de sucessivas gerações, regressam uma e outra vez às páginas desenhadas que os divertiram, emocionaram ou fizeram subir a adrenalina, fazendo reviver os protagonistas na sua memória.
E, ainda, como no actual caso de Valerian e Laureline, em que essa perpetuação é feita pelos autores originais – mesmo depois de terem declarado a série encerrada – que se (e nos) divertem a inventar futuros alternativos para momentos específicos que marcaram décadas de aventuras fantásticas dos dois agentes espácio-temporais que, nalguns casos, a terem acontecido, poderiam ter dado um percurso totalmente diverso á série.
Dessa forma, nestes curtos relatos, regressamos, por isso, à floresta onde os dois protagonistas se conheceram, à Nova Iorque submersa onde os vimos pela primeira vez, ao primeiro encontro da bela Laureline com os Shingouz, a Alflolol, a Ponto Central ou a Simlane onde Valerian se perpetuou em incontáveis descendentes…
Ao tom fantástico e maravilhoso habitual que todos (re)conhecemos, Christin acrescenta um reforço da relação pessoal entre Valerian e (a aqui mais bela e sensual) Laureline e também do sentido de humor que, se foi sempre uma das marcas da série, surge agora aplicado num nível diferente, provocando uma maior cumplicidade com o leitor, enquanto vão sendo desfiadas eventuais memórias futuras, de eventuais futuros.
E se é verdade que estas derivações do destino, mais ou menos aventurosas, ricas em (novos ou velhos) relacionamentos, pode acabar por saber a pouco face a tudo aquilo que Valerian e Laureline viveram – realmente? - sob o nosso olhar atento, têm pelo menos um mérito: fazerem-nos recordar muitas das pranchas e das situações que marcaram a nossa adolescência, juventude e mesmo idade adulta.


Eles vêm aí! (III) - Passatempo


Eles vêm aí! Eles estão a chegar!
São os Ultra-Heróis, como já foi divulgado algures nos comentários deste (e doutros) blogs.
Trata-se de um grupo de super-heróis muito especial, cujo primeiro membro é hoje mostrado.

Trata-se do Superpato, a identidade secreta criada pelo Donald como meio de combater as injustiças perpetuadas pelos seus familiares Gastão e Tio Patinhas.
Na altura, estava longe de imaginar que acabaria a combater o crime e a criar muitos outros adversários, de índole muito mais maléfica. É ele o líder carismático dos Ultra-Heróis!

Na Comix #44 vamos vê-lo em acção com o uniforme que utiliza como integrante dos Ultra-Heróis mas, para já, podem ganhar um exemplar daquela revista quando ela for lançada, bastando para isso que utilizem os comentários deste texto para indicarem:

Um dos números da Comix em que já foram publicadas histórias do Superpato
(o original, com o uniforme negro que podem ver já a seguir)


O primeiro a responder correctamente receberá a Comix #44 em sua casa – tem que ser um endereço português - quando ela chegar às bancas.

Boa sorte!

22/09/2013

Selos & Quadradinhos (102)

Stamps & Comics / Timbres & BD (102)


Tema/subject/sujet:
100 anos da travessia aérea do Mediterrâneo / 100 years of crossing the Mediterranean / 100 ans de la traversée de la Méditerranée

País/country/pays:
França/France

Autor/author/auteur:
Romain Hugault

Data de Emissão/Date of issue/date d'émission:
23/09/2013

21/09/2013

Leituras Novas – Setembro de 2013

Os textos, quando existem, são da responsabilidade das editoras, com alteração para a grafia pré-Acordo Ortográfico da responsabilidade de As Leituras do Pedro.
Algumas das edições aqui apresentadas podem ter sido editadas anteriormente,
mas só agora tomei conhecimento delas.

Âncora Editora
João de Deus – A magia das letras
José Ruy
O novo álbum de banda desenhada de José Ruy dedica-se à vida e obra de João de Deus. Poeta, pedagogo e humanista, João de Deus deu origem a um método de aprendizagem de grande difusão com a sua Cartilha Maternal, tornando-se numa importante, senão a principal, referência pedagógica do século XIX. Actualmente, a obra de João de Deus é detentora de 55 centros educativos, entre eles um museu, uma casa-museu e uma Escola Superior de Educação.


Associação Juvemédia
JuveBêDê #54 



Bizâncio
Pérolas a Porcos #9 - 50 milhões de fãs não podem estar enganados
Stephan Pastis
Pérolas a Porcos, de Stephan Pastis, é o relato, tira a tira, da história de dois amigos: o Rato, arrogante e egocêntrico, e o Porco, lento de cabeça, penosamente ingénuo, um «ursinho de peluche».
Acompanham-nos a Zebra, activista dos direitos herbívoros; o Bode, um crânio relutante que gosta de ser tratado com o devido respeito; e os Crocs obsessivamente carnívoros.
Com esta trupe diversa, Pérolas traça uma caricatura deliciosa dos defeitos e limitações da natureza humana.
Senhoras e Senhores, o espectáculo continua…


Kingpin Books
Palmas para o Esquilo
David Soares e Pedro Serpa
PALMAS PARA O ESQUILO, escrito por David Soares e desenhado por Pedro Serpa, consiste numa observação sobre a distância que separa a imaginação da loucura e como a primeira pode transformar-se na segunda.
Passado numa instituição para doentes mentais, Palmas Para o Esquilo recusa os lugares-comuns associados aos asilos para apresentar os loucos numa luz positiva e compassiva, numa abordagem que parte da loucura como alegoria para a condição humana.
O asilo é um mundo, mas a loucura é uma anti-linguagem, porque não permite a comunicação. Isolados dentro das suas próprias mentes, só a imaginação pode libertar a alma.
Dos mesmos autores de "O Pequeno Deus Cego", vencedor em 2012 do Prémio Nacional de BD para o Melhor Argumento, atribuído pelo Amadora BD.
Ler mais sobre este livro aqui.


NetCom 2
Caroline Baldwin #1 – Moon River
Andre Taymans
Bonita, inteligente, desportista e solteira, Caroline Baldwin trabalha para a Wilson Investigation. Encarrega-se de resolver os enigmas mais díficeis. No momento em que a conhecemos, a sua missão é encontrar Frank White, um brillante astronauta, veterano na conquista da Lua. 
White é administrador da multinacional Kristal, especializada em material de vanguarda de exploração espacial e tem de assinar um importante contrato com uma empresa japonesa. Sem White, não há contrato. Caroline segue as pistas para descobrir o seu paradeiro e é então que começam os problemas. Quem tem interesse em encontrar o astronauta?
Taymans criou a personagem de uma mulher forte, moderna, muito independente, tanto no seu trabalho como no amor, mas também carinhosa e sensível. Com uma boa dose de suspense, muita nostalgia, um pouco de fantasia e paixão, Moon River é o primeiro título das investigações de Caroline Baldwin.

Keos #3 – O bezerro de ouro
Jacques Martin e Jean Pleyers
Keos é um jovem que nasceu entre os milagres e as tempestades do Antigo Egipto. 
Companheiro fiel do faraó Mineptah, recebeu a protecção do deus Osíris sob a forma de um anel mágico que dá um poder salvador da humanidade.
Keos é emissor de paz entre os povos egípcio e hebreu, que se massacram pelos seus deuses e pelas suas terras.


Polvo
Ar puro e água fresca
Pero
Filho de caçador, Joshua vê-se brutalmente órfão após o ataque à casa familiar por um grupo de índios. Terá então de aprender a sobreviver sozinho e a tornar-se adulto no ambiente vasto e rude das Montanhas Rochosas de meados do século XIX.
Nesta história, o autor coloca o seu traço elegante ao serviço de uma fábula inteiramente muda que conta a natureza selvagem dos grandes espaços e a natureza não menos frustrada dos homens.
Este é um western iniciático, trágico, com toques de humor, um romance que alia uma radicalidade gráfica e de argumento, que se mantém de uma extraordinária fluidez de fio a pavio, pois Pero escolheu o silêncio para deixar exprimir a força das ilustrações.

Originário de Grenoble, França, Pero, pseudónimo de Olivier Peret, começou por estudar Desporto antes de ingressar na Academia de Belas-Artes de Tournai. Acabados os estudos, dedicou-se de corpo e alma à criação e animação da revista “Cheval de Quatre”. Vive em Lille.
Com “Ar puro e água fresca”, a sua primeira obra enquanto autor completo, Pero aceita o desafio de uma história muda, onde revela um belo domínio gráfico e narrativo.


Edições Online

A Filactera
Calafrios #1
Tenho o prazer de vos apresentar a Calafrios!, uma revista de BD dedicada a histórias de terror da década de 1950. Contém histórias curtas ilustradas por autores de renome como Alex Toth e Basil Wolverton, anteriores ao famigerado selo da Comics Code Authority que veio impôr restrições acerca do que se podia mostrar ou dizer nos comics dos E.U.A. Isso permitia algumas ousadias visuais para a época, como podem ver pela capa deste primeiro número.
O objectivo da Calafrios! é divulgar em português algumas obras praticamente desconhecidas do lado de cá do Atlântico mas que fazem parte da História dos horror comics.
Podem ler a revista online (ISSUU) ou transferi-la para o vosso computador ou tablet num dos formatos disponíveis (PDF ou CBR) clicando aqui.
Espero que gostem e que passem uns bons momentos a ler estas histórias “horrorosas”. 
Partilhem, ofereçam, divulguem e dêem as vossas opiniões, sugestões e críticas.


Qual Albatroz
Buterfly Chronicles – Crónica primeira: Hanako
João Mascarenhas
O mais recente trabalho de João Mascarenhas chama-se Butterfly Chronicles, será multilingue e terá edição ex­clusiva em formato digital. A primeira das dez crónicas da série já pode ser descarre­gada gratuitamente no site da editora Qual Albatroz.
O autor João Mascarenhas, conhecido pela sua personagem e alter ego Menino Triste, acaba de iniciar um novo projecto editorial intitulado Butterfly Chronicles. Terá periodicidade bimestral e estão previstas, no total, dez crónicas, que serão publicadas durante este e o próximo ano, em três línguas diferentes: português, inglês e japonês.
A acção de Butterfly Chronicles passa-se num univer­so alternativo em que a investigação científica no domínio da robótica e da inteligência artificial estão prestes a entrar numa nova era, e irão alterar o modo como seres humanos e máquinas coexistem. É no seio deste novo mundo tecnológico que surge Hanako, uma jovem com um poder muito especial e cuja personalidade se começa a desenhar nesta primeira crónica.
Butterfly Chronicles é uma banda desenhada de inspiração manga, estilo que tem conquistado grande popularidade sobretudo graças aos leito­res de e-books e tablets de sete polegadas, que se adequam perfeitamente a este formato de banda desenhada.
Como um dos objectivos do autor é mergulhar por completo nesta cultura da BD japonesa, seja no universo e no estilo do desenho, seja nas for­mas de divulgação, o livro foi pensado, desde o início, como uma edição exclusiva para e-book. Neste momento, estão disponíveis versões em PDF de alta resolução e em MOBI (o formato do Kindle da Amazon).
A Qual Albatroz aprimorou a experiência de leitu­ra para aparelhos Kindle, fazendo uso das novas potencialidades específicas para livros de banda desenhada que só este formato oferece. Se tiver um Kindle, poderá alternar entre a leitura por prancha ou por vinhetas. Em aparelhos de tinta electrónica, a última opção torna a leitura muito mais confortável.
Butterfly Chronicles já está disponível e pode ser descarregado gratuitamente da loja online da QualAlbatroz. Venha conhecer a Hanako.


Não é BD mas…
Booksmile
Tommy Fiasco #1 – Sempre a meter água
Stephan Pastis
Eis o "detetive" Timmy Fiasco, estrela do livro cómico do ano.
Ele é o fundador, presidente e administrador da agência de detectives com o seu nome: Fiasco, Lda. A Fiasco, Lda. é a melhor agência de detectives da terra e, provavelmente, da região. Talvez até de todo o mundo.
Mas quando ele passa a ter um sócio, um enorme urso polar chamado Total, o resultado passa a ser Fiasco Total, Lda.
Com personagens irresistíveis e um humor visual que decorre num ritmo perfeito, este livro vai deixar-te a roncar de tanto rir. Um livro e um herói que se distinguem claramente dos seus rivais.

Stephan Pastis é um dos mais conhecidos cartoonistas dos EUA, brilhando com a aclamada BD Pearls Before Swine, publicada em mais de 600 jornais, entre os quais o New York Times.
Ainda que se tenha licenciado em Direito, a sua paixão desde pequeno era desenhar. Durante a infância fechava-se no quarto a criar histórias em BD, e os seus desenhos faziam sucesso no jornal da escola.
Já a exercer advocacia, Stephan Pastis decidiu finamente mostrar os seus desenhos a diversas editoras e, depois de algumas rejeições,Pearls Before Swine fez saltar o autor para a ribalta, com milhares de publicações online, jornais e em muitos livros bestsellers. Em 2013 decidiu arriscar no mundo da literatura infantil, e assim nasceu Timmy Falhado, bestseller do New York Times.


A Booksmile disponibiliza os primeiros capítulos grátis, aqui.

20/09/2013

A arte de Mezières

... no novo álbum de Valérian













Valérian #22
Souvenirs de Futurs
Christin (argumento)
Mezières (desenho)
Dargaud
França, 20 de Setenbro de 2013
225 x 295 mm, 48 p., cor, cartonado
11,99 €
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