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12/04/2017

Leituras Novas: Arte de Autor

 
(notas informativas disponibilizadas pela editora)

O Rei Macaco
Baseando-se em Jornada para o Oeste, um dos grandes textos clássicos da literatura chinesa, Silverio Pisu e Milo Manara recriam nesta obra as aventuras do Rei Macaco, transformando-o simultaneamente numa aventura épica e numa referência clara ao contexto sociopolítico da China dos anos setenta.
Nascido da fecundação de uma rocha pelas essências puras da terra, o Jovem Macaco, farto da idílica felicidade do seu reino, em breve abandona o seu povo em busca da imortalidade. Autoritário, sedutor e ambicioso, troça de deuses e de reis para atingir os seus objectivos.
Marco incontornável na história da banda desenhada, esta é uma das primeiras obras de Milo Manara.
IMAGINAÇÃO E EROTISMO NUMA METÁFORA SOBRE A DIGNIDADE HUMANA

O Autor
Milo Manara nasceu em Itália em 1945 e é um dos grandes nomes da 9ª Arte. Publicou a sua primeira banda desenhada quando estudava arquitectura em Veneza, a cidade de Hugo Pratt. É precisamente com Pratt que acabaria por trabalhar em 1983 em Verão Índio e, mais tarde, em El Gaucho.
Assina a solo o argumento e o desenho de obras como a série Clic ou obras como O Perfume do Invisível, tendo igualmente colaborado com outros argumentistas, como aconteceu na série sobre os Borgia que desenvolveu em parceria com Jodorowsky.
Manara trabalhou ainda para grandes editoras norte-americanas como a Marvel e a DC Comics.

 
Argumento: Silverio Pisu
Desenho: Milo Manara
Edição: Cartonada
Número de páginas: 88
Impressão: preto e branco
Formato: 210 x 285 mm
Editor: Arte de Autor
ISBN: 978-989-99674-4-1
PVP: 19,95€

Álbum inédito em Portugal


DRUUNA – TOMO 1
MORBUS GRAVIS | DELTA
ÁLBUM DUPLO que contem as histórias Morbus Gravis e Delta e um dossier com ilustrações inéditas
Um trabalho de referência a ser redescoberto
Num futuro pós-apocalíptico, um perigoso vírus transforma os homens em monstruosos mutantes sanguinários. Só o soro permite aos sobreviventes escaparem. Neste mundo corrompido pelo sexo, a doença e a violência, a jovem e bela Druuna parte em busca deste remédio para Schastar, gravemente atingido, por quem nutre uma paixão. Tão destemida como sensual, ela vai usar todos os seus atributos para atingir o seu fim...
Druuna, série de referência da banda desenhada erótica dos anos oitenta foi originalmente publicada em 8 volumes. Este álbum reúne os primeiros 2 episódios da saga, onde redescobrimos o trabalho de um de mestres da Banda desenhada italiana: Serpieri, cujo talento e fascínio pelas mulheres se equipara a Milo Manara.
FICÇÃO CIENTÍFICA, TERROR E EROTISMO: UMA COMBINAÇÃO EXPLOSIVA PARA UMA OBRA-PRIMA DA BANDA DESENHADA RESERVADA A ADULTOS.

O Autor
Paolo Eleuteri Serpieri, nasceu em Veneza, em 1944.
Começa a sua carreira profissional como pintor em 1966, antes de se virar para a banda desenhada, o que acontece em 1975. Grande apaixonado por Westerns, co-escreve L'Histoire du Far-West, série sobre o oeste americano com argumento de Raffaele Ambrosio, a qual é publicada em França pelas edições Larousse.
A partir de 1980 trabalha para diferentes projectos, tais como Découvrir la Bible (também para a Larousse), e numa série de histórias curtas para diferentes revistas.
Em 1985 cria a série “Druuna”, a qual foi originalmente publicada entre 1985 e 2003.
Serpieri trabalhou igualmente no design do jogo de vídeo Druuna : Morbus Gravis, baseado na sua famosa heroína.
Pintor, músico, escultor, e professor no Instituto de Artes de Roma, Serpieri prepara neste momento mais um álbum de Druuna.

  
Argumento e Desenho: Paolo E. Serpieri
Edição: Cartonada
Número de páginas: 160
Impressão: cores
Formato: 21 x 28,5 cm
Editor: Arte de Autor
ISBN: 978-989-99674-5-8
PVP: 21,00€

(imagens disponibilizadas pela editora; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)

9 comentários:

  1. Coragem!
    É o que se pode dizer destas edições, nomeadamente de Drunna. Acredito que a ideia seja a edição da série completa. Mas... será que uma editora jovem terá capacidade para isso? A filosofia deverá ser similar à adoptada por outras editoras noutras séries.
    Se o primeiro vender bem, edita-se o segundo e por aí adiante.

    Vou falar por mim unica e exclusivamente.
    Compreendo perfeitamente essa forma de editar e aceito essa necessidade. Mas tenho demasiados livros iniciais (e não apenas iniciais) encalhados, para ser eu a suportar esse tipo de edição.

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    Respostas
    1. pco69,
      O do Manara é uma história solta.
      Quanto à Druna - e a outras séries - se percebo a tua posição, é preciso começar por algum lado. A Arte de Autor está a fazer o mesmo que a G. Floy ou a Devir: editar primeiros números de séries. Todos esperamos que todos eles tenham continuidade, mas para isso também têm de encontrar os seus leitores... mas eu acredito que os tempos estão diferentes para melhor.
      Boas leituras!

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  2. O 2º Volume chama-se delta ou Druuna?

    António Isidro

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  3. Parece que mudou de nome com o tempo.
    Originalmente, tal como aparece na edição Meribérica: "Título original: Druuna - Morbus Gravis 2"
    Com o decorrer da série, como todos eram com a Druuna, acharam melhor mudar para Delta, que é o nome que aparece atualmente em todas as coleções, por exemplo: http://www.bdtheque.com/main.php?bdid=270&action=3

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  4. Aliás corrijo: não mudou com o tempo, foi quando mudaram o nome da série de Morbus Gravis para Druuna. Após os dois primeiros números a série ficou conhecida por Druuna, apesar de se chamar Morbus Gravis. Para isso contribuiu tb o número 2 ter o título Druuna em grande destaque. A parir daí foram forçados a mudar o nome da série para Druuna e o número dois para Delta.

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  5. Os meus comentários têm algum problema existencial?

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    Respostas
    1. Não sei pco69, mas já os resgatei do SPAM!!
      Boas leituras... e comentários!

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  6. pco69, os dois primeiros números formam um ciclo completo, e portanto alguem que fique só o primeiro duplo não fica de modo nenhum com a série encalhada. Fica até com o principal da série reunido num só livro. Penso que é uma excelente oprtunidade de novos leitores terem acesso ao díptico (da Meribérica) que marcou uma época da BD em Portugal.
    A questão das séries encalhadas é muitas vezes uma falsa questão (levantadas apenas por razões de colecionismo), umas vezes porue são números sem continuação, outras porque são números adicionais, fora do âmbito in inicial projetado para a série, e feitos apenas para encher pneus e ordenhar a vaca.
    Dito isso temos casos gravíssimos de séries incmpletas, como o Universal War One, em que ficou a faltar apenas o último de 6, numa série em que a continuação era crítica.

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  7. Compreendo tudo o que foi referido acima. Sou um dos que ficou a "arder" com o UW1, tenho em português os primeiros 3 dos MetaBarões (duas vezes). Tenho o primeiro (pelo menos) da Druuna igualmente em português.
    O UW1, os MetaBarões e a Druuna, completei ou fiz a série na totalidade em Francês.
    Creio que não serei eu o "publico alvo" desta publicação, mas sim os novos leitores (se é que há) de BD FrancoBelga e que não conhecem a série.
    Como referi, é coragem por parte da Arte de Autor a assunção da edição de uma série.
    Dou-lhes os parabéns!
    No entanto (e isto não é nenhum desejo, não venham com merdas), creio que ficarão por dois ou três livros editados, por falta das tais vendas.
    Pelo bem da edição de BD FrancoBelga em Portugal, (e pela AdA), desejo do fundo do coração estar enganado.

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