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27/10/2017

28.º AmadoraBD: Exposições

(informação retirada do site da organização)

CONTAR O MUNDO. A REPORTAGEM EM BANDA DESENHADA
Comissariado: Sara Figueiredo Costa
Colaboração Museu de BD de Angoulême e Museu de Cartoon Israelita
Projecto e execução de cenografia: Catarina Pé-Curto, Alice Prestes e Filipa Sabala
Gabriel García Márquez chamou ao jornalismo a melhor profissão do mundo. O ofício de analisar, questionar e decifrar a realidade continua a ser um trabalho essencial em qualquer sociedade e a reportagem persiste como o género onde esse trabalho pode fazer-se com um fôlego mais largo, um olhar com múltiplos ângulos, uma procura dedicada das histórias e dos momentos que definem uma história maior. A linguagem da banda desenhada é uma das ferramentas possíveis para esse trabalho. Não será o mais reconhecido, ou o mais óbvio, mas as últimas décadas têm mostrado uma vitalidade assinalável desta relação. Nesta exposição pretendemos mostrar como a banda desenhada responde de modos diversos e com soluções criativas às necessidades de um género jornalístico concreto (mesmo quando lhe empurra os limites em direcções menos canónicas).

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Autor Português em Destaque
NUNO SARAIVA, TUDO ISTO É FADO
(Prémio Melhor Álbum Português 2016)
Projecto e execução de cenografia: Carlos Farinha
Vencedor do Prémio Melhor Álbum Português de Banda Desenhada de 2016, com Tudo Isto é Fado, Nuno Saraiva é o autor português em destaque nesta edição.Tudo Isto é Fado, edição conjunta da EGEAC/Museu do Fado e Semanário Sol, consiste num conjunto de curtas histórias, escritas e desenhadas pelo autor, que prestam homenagem ao universo do fado e às suas personalidades mais marcantes. Exposição dedicada não só ao processo criativo deste álbum mas também aos 30 anos de carreira do autor.

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O ESPÍRITO DE WILL EISNER
Co-comissariado Denis Kitchen e John Lind
Projecto e execução de cenografia: Rui Horta Pereira
O legado de Will Eisner (1917-2005) é tão importante para a banda desenhada que ele deu nome aos famosos “Eisners”, os “óscares” da banda desenhada que são atribuídos anualmente. Conhecido como o pai da novela gráfica, a sua forma inovadora de contar histórias, o traço e o desenho na série lendária The Spirit (1940-1952) inspirou nos jornais toda uma geração de cartunistas. A sua série, aclamada de mais de vinte e cinco livros e novelas gráficas que começou em 1978 com A Contract with God, ajudaram a estabelecer o género. Esta exposição contém desenhos originais de Eisner, selecionados especialmente para o Festival AmadoraBD pelos curadores Denis Kitchen e John Lind, a partir das exposições paralelas da emblemática Will Eisner Centennial Celebration no Museu de Banda Desenhada de Angoulême e da exposição da Society of Illustrations ocorrida em Nova Iorque no início de 2017.

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JACK KIRBY – 100 ANOS DE UM VISIONÁRIO

Comissariado: Mário Freitas
Projecto e execução de cenografia: Susana Vicente
Apelidado de “The King” por Stan Lee, o autoproclamado “Pai da Marvel”, Jack Kirby viveu demasiado tempo na sombra do seu famoso e quase omnipresente ex-editor. Agora, no centenário do nascimento de Kirby, o Amadora BD presta a sua homenagem ao maior criador de universos da história da BD americana. O homem que, ao longo de quatro décadas, foi revolucionando a forma de contar histórias, criando ou cocriando milhares de personagens, muitas das quais povoam na atualidade o imaginário popular e mediático graças a múltiplas adaptações ao cinema, com destaque para o universo cinemático da Marvel.

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REVISÃO – BANDAS DESENHADAS DOS ANOS 70, DE COLETIVO DE AUTORES
Prémio Clássicos da 9ª Arte 2016)
Colaboração de Marcos Farrajota (Chili com Carne)
Projecto e execução de cenografia: Sara de la Féria
“Visão” foi uma revista improvável que fez rutura com a banda desenhada tradicional portuguesa e que se apresentava nas bancas com cores brilhantes e temáticas políticas. Para comemorar os seus 40 anos de história, surge “Revisão” que, não tendo como objectivo ser um compêndio de tudo, recupera um conjunto de bandas desenhadas esquecidas dos anos 70. Esta exposição não pretende ser uma mostra de todos os autores da década de 70, ela resulta da colaboração de alguns autores que cederam as obras.

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TECTO DA BIBLIOTECA, DE RUI PIMENTEL
Design Gráfico: V-A
Rui Pimentel é arquitecto de formação, mas cedo começou a colaborar em diversas publicações, ficando conhecido do grande público através do trabalho feito n’O Jornal e na Revista Visão. Pimentel expõe regularmente nacional e internacionalmente, tendo já recebido diversos prémios pelo seu trabalho, incluindo pela Amadora BD.
A exposição surge da vontade do próprio autor em mostrar ao público o trabalho que realizou propositadamente para decorar o tecto em caixotão da sua biblioteca particular.
Algumas personagens fazem-se acompanhar das suas obras mais relevantes, mas, no caso particular da BD, Rui Pimentel optou pela representação das personagens mais marcantes em vez de representar os seus autores.

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O RIO SALGADO, DE JAN BAUER
Colaboração de Rui Brito (Polvo)
Projecto e execução de cenografia: Cristiana Fernandes
Jan Bauer (Preetz, Alemanha, 1976) cursou Ilustração na Universidade de Ciências Aplicadas de Hamburgo e Animação no Queensland College of Art, em Brisbane. Durante os seus estudos especializou-se como pintor de paisagens, voltando-se depois para o cinema de animação. A partir de 2002 começa a trabalhar como ilustrador freelancer, designer, argumentista e realizador e aparece ligado à produção de numerosos filmes publicitários em animação, curtas e longas-metragens, e séries. Foi também professor. Bauer apresenta-se como um fã de desportos de exterior, sempre pronto a afrontar os desafios da natureza. A sua paixão por viagens é tratada em “O rio salgado” (Polvo, 2017), romance gráfico de estreia, que conta uma história de amor terno e inesperado, magnificamente enquadrada por espetaculares paisagens, que transportam o leitor ao fim do mundo, num périplo de quatrocentos e cinquenta quilómetros a pé através do coração escaldante da Austrália. Vive em Hamburgo.

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MARIA!…, DE HENRIQUE MAGALHÃES
(Prémio Melhor Álbum de Tiras Humorísticas 2016)
Colaboração de Rui Brito (Polvo)
Projecto e execução de cenografia: Rui Mecha
Henrique Magalhães nasceu na Paraíba, estado do Nordeste do Brasil, em 1957. Em 1975 criou a personagem de Banda Desenhada “Maria”, que foi publicada durante vários anos em tiras diárias nos jornais locais, além de revistas e álbuns. “Maria” notabilizou-se pela crítica aos desmandos do poder autoritário que se instalou no Brasil entre as décadas de 1960 e 1980. Se inicialmente era uma solteirona em busca de companhia, a pouco e pouco foi-se posicionando contra a ditadura militar, o cerceamento das liberdades políticas, a censura e os costumes arcaicos que estruturavam uma sociedade machista, racista, homofóbica e conservadora. Em 2016, com “Seu nome próprio… Maria! Seu apelido Lisboa” (Polvo), vence o Prémio Nacional de Banda Desenhada, na categoria de “Melhor Álbum de Tiras Humorísticas


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FÓSSEIS DAS ALMAS BELAS, DE MÁRIO FREITAS E SÉRGIO MARQUES
(Prémio Melhor Argumento Para Álbum Português 2016)
Projecto e execução de cenografia: Susana Lanceiro e Joana Bartolomeu
Mário Freitas é um multi-nomeado argumentista e editor de banda desenhada, com um cunho irreverente e iconoclasta, que gosta de revisitar figuras e acontecimentos históricos. Com desenhos de Sérgio Marques, “Fósseis das Almas Belas” tem a capacidade de mitificar a história portuguesa na época dos descobrimentos, através da relação que se estabelece entre um pai e os seus dois filhos.

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TRAÇOS E INSPIRAÇÃO. A PRESENÇA PORTUGUESA NO MERCADO NORTE-AMERICANO DE BD
Comissariado: Bruno Caetano
Projecto e execução de cenografia: Susana Vicente
Foram muitos os que cresceram a ler “comics” em Portugal nos anos 80 e 90, os ditos “formatinhos” que inundavam o nosso mercado, vindos do Brasil. Alguns até sonhavam em um dia poder escrever ou desenhar histórias com algumas destas imortais personagens. Se na altura a ideia parecia impossível de concretizar, hoje em dia, graças ao árduo percurso de alguns dos mais talentosos e trabalhadores artistas portugueses que desbravaram caminho, essa “impossibilidade” foi ultrapassada de forma significativa. Enaltecemos nesta exposição o trabalho destes incansáveis que levam a nossa arte a todo o mundo de forma tão virtuosa.

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O CRONISTA MARCELLO QUINTANILHA
Colaboração de Rui Brito (Polvo)
Projecto e execução de cenografia: Rui Mecha
Nascido em Niterói, Brasil, em 1971, Marcello Quintanilha mostra-nos nesta exposição alguns dos seus trabalhos mais representativos. “Fealdade de Fabiano Gorila” (Polvo, 2016) conta-nos uma história baseada na vida do seu pai, que foi jogador de futebol de várias equipes da sua cidade natal na década de 1950. Foi com este livro que se tornou conhecido no seu país. “O Ateneu” (Polvo, 2017), mostra-nos a sua faceta de adaptador, com a magistral passagem a Banda Desenhada do romance do escritor Raul Pompeia (séc. XIX). “Tungsténio” (Polvo, 2015) é o seu trabalho mais conhecido, premiado e traduzido. Relata-nos uma história que cruza os destinos de um sargento reformado do exército, de um jovem traficante, de um polícia sem escrúpulos e da sua mulher. Um filme está a ser feito no Brasil, baseado no livro. “Talco de vidro” (Polvo,2015) é brutal na forma como nos exibe a saga de Rosângela e vem apenas confirmar Quintanilha como um dos grandes autores mundiais da actualidade. Finalmente, “Hinário Nacional” (Polvo, 2016) é uma colectânea de histórias curtas que representam aspirações e desejos humanos.

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TORMENTA, DE JOÃO SEQUEIRA
(Prémio Melhor Desenho Para Álbum Português 2016)
Projecto e execução de cenografia: Teresa Cardoso e João Nogueira
“Tormenta” é um álbum de banda desenhada que pretende ser um ensaio sobre o tempo, o silêncio e a aceitação. É um livro sem legendas, mas com muito para ler, ao qual temos vontade de voltar regularmente. A mestria de João Sequeira com o pincel volta a ser evidenciada através dos contrastes absolutos e da exploração de sombras e texturas. O trabalho do autor contribui assim para acentuar o impacto emocional desejado.

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MADGERMANES, DE BIRGIT WEYHE
(Prémio “Max and Moritz” no Festival de Erlangen)
Projecto e execução de cenografia: Teresa Cardoso e João Nogueira
“O que constitui a fonte das memórias?” É esta a pergunta que serve de ponto de partida para o livro de Birgit Weyhe’s, Madgermanes, galardoado com o prémio “Max und Moritz” no Erlangen International Comic Salon 2016. As três histórias que fazem parte do livro de Birgit Weyhe são de natureza ficcional, contudo, apresentam momentos da vida real provenientes de memórias que a autora registou num estilo de diário, documental, parecendo cartas enviadas para uma casa distante. 
O prémio “Max und Moritz” apresentado pela cidade de Erlangen, é o prémio mais importante para a literatura gráfica no universo alemão. É entregue bianualmente(*) em diferentes categorias por um júri de profissionais independentes durante a Erlangen International Comic Salon e, desempenha uma função fundamental no reconhecimento da banda de desenhada como arte.


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MANA, DE JOANA ESTRELA
(Prémio Melhor Desenhador Português de Livro de Ilustração 2016)
Projecto e execução de cenografia: Catarina Pé-Curto, Claúdia Gaudêncio
Inspirado na relação que Joana Estrela tem com a irmã três anos mais nova, “Mana” surge como uma carta que uma irmã mais velha escreve à sua irmã mais nova, cheia de queixas e lamúrias sobre o comportamento desta. Visualmente cheia de detalhes que remetem para a infância, a história relata episódios com os quais todos os irmãos se podem facilmente identificar – livros riscados e brinquedos partidos – que no decorrer da narrativa dão lugar à partilha carinhosa do dia-a-dia, dos objetos e dos sentimentos.

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O MEU IRMÃO INVISÍVEL, DE ANA PEZ
(Prémio Melhor Desenhador Estrangeiro de Livro de Ilustração)
Projecto e execução de cenografia: Teresa Cortez
Ana Pez gosta de experimentar diversas técnicas e formatos nos seus livros e “O meu Irmão Invisível” não é excepção. Escolhendo entre usar ou não os óculos que acompanham o livro, este conta-nos duas histórias diferentes: o mundo como o conhecemos e uma realidade paralela. Um exercício de genuína criatividade premiado internacionalmente.

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ANO EDITORIAL PORTUGUÊS
Co-comissariado: Sandy Gageiro e Pedro Moura
Design gráfico: V-A
A leitura é um espaço privilegiado em que se nutre o caminho para uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva. Celebremos por isso os espaços em que ela tem lugar, refletindo a cada vez maior variedade da oferta.
Na banda desenhada há sobretudo um aumento dos públicos-alvo, englobando áreas de interesses que haviam sido relativamente negligenciados até recente. Há mais livros para o público mais jovem, o público mais maduro, o público feminino.
O escopo temático dos álbuns ilustrados para a infância também tem aumentado de forma corajosa, enfrentando-se questões necessárias de debater com os cidadãos do futuro.

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CONCURSO NACIONAL DE BANDA DESENHADA
O concurso de Banda Desenhada 2017 é promovido pela Câmara Municipal da Amadora. Este ano o tema do concurso foi “Repórter por um Dia” e, como habitualmente, os trabalhos estão em exposição no Fórum Luís de Camões.

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CONCURSO MUNICIPAL DE BANDA DESENHADA E ILUSTRAÇÃO
Câmara Municipal da Amadora promove e apoia toda a dinâmica da utilização da Banda Desenhada nas escolas como auxiliar pedagógico, encontrando, deste modo, eco na relação educativa. Assim sendo, a CMA promoveu o concurso Municipal de Banda Desenhada e Ilustração, dirigido ao 1º e 2º ciclo das escolas do concelho, tendo como tema “A Reportagem das minhas férias”.

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FERNANDO RELVAS: retrospectiva/outra perspectiva
Galeria Municipal Artur Bual – Casa Aprígio Gomes
28 OUTUBRO a 12 NOVEMBRO
Exposição comissariada por João Miguel Lameiras.
Exposição retrospectiva do autor Fernando Relvas, com pranchas originais, esboços e estudos de personagens e impressões dos trabalhos digitais mais recentes, integrada no 28º Amadora BD – Festival Internacional de Banda Desenhada.

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FIAT – Por estradas e vinhetas
Fiat Motor Village
28 OUTUBRO – 12 NOVEMBRO
Comissariado: Bruno Caetano e Pedro Silva
Poucas são as marcas com o destaque que a Fiat teve ao longo dos anos na 9ª arte. Com modelos diversos, retratados nas mãos de pilotos profissionais, de detetives internacionais à procura de desvendar mistérios, heróis de universos fantásticos ou simples familiares em viagem, são desenhados de forma soberba.
Com traço definido e detalhado ou solto e expressivo, é fácil reconhecer a forma de modelos icónicos como Fiat 500, o Fiat 850 ou mesmo o desportivo e veloz Fiat X1/9. Podemos, numa breve viagem conhecer os nossos heróis e as suas “Belle Macchine”.

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Cidades, The Lisbon Studio
Bedeteca da Amadora
Até 11 de NOVEMBRO
“É lícito dizer que as histórias são feitas da mesma substância que as cidades: há uma arquitectura de memórias trazidas para o papel, estruturas de fundações mais profundas que as dos prédios. A cidade está em constante mutação, e as memórias, aparentemente fixas em tinta, mudam de acordo com quem as lê, quem as interpreta. Uma história passada numa cidade muda tantas vezes quantas as que é contada, sendo que é contada de cada vez que é lida…” – do prefácio de Filipe Homem Fonseca.
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos


(imagens disponibilizadas pela organização; clicar nelas para a aproveitar em toda a sua extensão)

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