Este blog está correctamente escrito em português, à revelia do triste acordo ortográfico em vigor.

28/12/2017

Nas bancas: Homem-Aranha - Ilha-Aranha; Vingadores: A guerra Kree-Skrull


HOMEM-ARANHA: ILHA-ARANHA – PARTE 1
Argumento de DAN SLOTT, com FRED VAN LENTE e RICK REMENDER, arte de HUMBERTO RAMOS e STEFANO CASELLI com TOM FOWLER e MINCK OOSTERVEER
“De repente, toda a população de Manhattan desenvolveu poderes de aranha - e nem todos querem usá-los responsavelmente! Criados pelo Chacal, um dos inimigos mais diabólicos do Aranha, estes melhoramentos aracnídeos improvisados são apenas o primeiro passo do seu plano perverso! Conseguirá Peter Parker descobrir uma forma de anular este esquema do cientista psicopata, antes que a cidade seja assolada por uma praga de trepadores de paredes?”
Dan Slott é um escritor cujo estilo tem a combinação perfeita entre ação e sensibilidade emocional que se adequa ao espetacular Homem-Aranha. No entanto, o mais importante na sua longa fase nas aventuras do Cabeça de Teia é que ele sabe ser engraçado. Pegou no sentido de humor do Aranha e percebeu que as piadas eram tão importantes quanto as teias nas sagas do herói. Quando Ilha-Aranha surgiu, Slott tinha assumido o cargo de escritor a tempo integral do Homem-Aranha, e concebeu uma história que une muitos aspetos diferentes da mitologia do Aranha, incluindo a saga do clone e a enigmática Madame Teia. A premissa de que os cidadãos de Manhattan se vêem repentinamente com poderes de aranha permite contar uma história fantástica, e Slott explora o tema central da relação entre poder e responsabilidade de uma maneira totalmente nova.
Tal como Slott, o desenhador Humberto Ramos é outra escolha perfeita para o Homem-Aranha. Ele é um artista excecional, com um estilo único e um dom fantástico para o ritmo e a narração de histórias, e um trabalho figurativo estranhamente angular, mas incrivelmente fluido, que de facto capta a essência do trepador de paredes.
(do prefácio de Marco Lupoi, Diretor de Publicações da Panini)

O que Veio Antes:
O Prof. Miles Warren é o Chacal - um bioquímico malévolo, cujas experiências de clonagem causaram muitos problemas ao Homem-Aranha. Foi professor do Peter Parker e também de Gwen Stacy, por quem desenvolveu uma paixão obsessiva. Culpando o Homem-Aranha por não salvar Gwen, criou diversos clones de ambos, que utilizou para se vingar do trepador de paredes.
A vida de Peter mudou drasticamente nos últimos meses. Separou-se de Mary Jane e está agora a namorar a agente Carlice Cooper, que desconhece a sua vida dupla como Homem-Aranha. Tem um novo emprego nos Laboratórios Horizon, a desenvolver tecnologia de ponta. Além disso, é agora membro dos Vingadores e da Fundação Futuro. A tia May também passou por grandes mudanças nos últimos tempos. Está agora casada com Jay Jameson, pai do ex-editor do Clarim Diário e agora Presidente da Câmara de Nova Iorque, J. Jonah Jameson. Recentemente, Peter sofreu um  revés no seu papel de super-herói, e perdeu o seu sentido de aranha. Para compensar isso, Shang-Chi, o Mestre do Kung Fu, tem vindo a ensinar-lhe artes marciais para desenvolver uma melhor consciência do que o rodeia.

Volume 55: HOMEM-ARANHA: ILHA-ARANHA – PARTE 1
Este volume reúne os números 666 a 669 de The Amazing Spider-Man, o número 6 de Venom e Spider-Island: Deadly Foes.
160 páginas.
___________

VINGADORES: A GUERRA KREE-SKRULL
Argumento de ROY THOMAS, arte de NEAL ADAMS, SAL BUSCEMA e JOHN BUSCEMA
“Os Kree e os Skrulls encontram-se em guerra - e a Terra encontra-se na mira de ambas as potências. Situado entre os dois impérios interestelares, o planeta é de vital importância estratégica e vê-se perante uma possível ocupação ou a destruição total. Juntos, os Vingadores e o Capitão Marvel têm de encontrar forma de salvar a Terra, antes que esta se torne na primeira baixa, neste épico conflito cósmico!”
A Terra Marvel já teve a sua quota-parte de visitas de alienígenas e, no início da década de 1970, passou a fazer parte de um enorme universo, repleto de raças extraterrestres de todos os tamanhos, formas e feitios, a maioria das quais considerava a Terra e a raça humana primitivas e inofensivas. Os leitores já tinham conhecimento que duas dessas raças, os Kree e os Skrulls, eram inimigos mortais, num já longo conflito que remonta há incontáveis milénios.
Roy Thomas, editor e escritor dos Vingadores, decidiu então que era altura de os dois adversários se enfrentarem uma vez mais. Infelizmente, isso implicava problemas para o nosso planeta, que se encontrava à mesma distância de ambas as galáxias. A Terra passou então a ser um ponto-chave estratégico de batalha, destinada a ser ocupada ou obliterada, a menos que os Vingadores encontrassem forma de por termo à guerra interestelar. Tal como muitas histórias Marvel da época, tratava-se de uma metáfora da Guerra Fria, que teve, no entanto, uma reviravolta interessante. Ao invés da Terra ser um dos jogadores principais, éramos apenas os peões numa complicada trama - o equivalente galáctico de Cuba, se preferirem, ou da Alemanha antes da reunificação-, com o nosso destino final nas mãos de poderes muito acima de nós.
Dos três ilustradores da saga, Sal Buscema, John Buscema e Neal Adams, todos na melhor fase das suas carreiras, temos de destacar os quatro números desenhados por Adams com a sua arte arrebatadora. Cada um dos vários números dos diferentes autores é desenhado de forma eloquente, mas ainda dentro daquela sensibilidade Marvel estabelecida por Jack Kirby. Adams, por seu lado, estava disposto a tentar algo novo. Da missão microscópica ao interior do corpo do Visão, à batalha intergaláctica entre duas gigantescas armadas alienígenas, o seu estilo ultradinâmico eleva a fasquia das convenções da arte em banda desenhada de super-heróis da época. Uma primeira amostra da direção que essa arte viria a adotar, à medida que terminava a chamada Era de Prata e começava a mais experimental Era do Bronze dos anos 70.
A Guerra Kree-Skrull é essencialmente aquilo que Roy Thomas faz de melhor - inspirar-se na história do Universo Marvel (até mesmo na sua pré-história) pegando em personagens estabelecidas, por vezes vagamente interligadas, e juntá-las na mesma narrativa, criando algo bastante maior que a soma das partes. Trata-se de uma fórmula que viria a repetir ao longo da sua carreira, mas com a Guerra Kree-Skrull, e juntamente com Adams e os irmãos Buscema, criou uma parte da mitologia Marvel que ainda é considerada uma das melhores histórias dos Vingadores.
Uma das sagas mais clássicas e imprescindíveis da mitologia do Universo Marvel!

Volume 56: VINGADORES: A GUERRA KREE-SKRULL
Este volume reúne os números 89 a 97 de The Avengers

(clicar nas imagens para as aproveitar em toda a sua extensão)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...